As decisões fazem parte da vida... Todas as decisões que tomamos, supostamente, são para melhorar, evoluir ou crescer. Seja do foro pessoal, profissional, espiritual, entre outros, é porque desejamos - sempre - chegar mais longe.
Mas, não existem decisões perfeitas. Todas as decisões exigem perder alguma coisa. Perdemos sempre algo: o que temos, como vivemos, o que fazemos, onde estamos e o porque estamos. Existe sempre a perda de alguma coisa. Não existem – pelo menos neste mundo – ambientes perfeitos.
Podemos simplesmente, e porque não queremos sofrer, não tomar decisões. O preço a pagar é ficar estagnado! E, tal como a água quando fica estagnada, morremos.
As decisões trazem caminhos novos, esperanças novas, permitem conhecer outros e novas coisas. Por vezes, as decisões são más, trazem dor, mas ao mesmo tempo trazem crescimento. E o crescimento na dor é sempre muito maior que o crescimento na alegria...
Eu prefiro sofrer, ao invés de ficar no marasmo da vida, deambulando perdido como se fosse um espectro de mim próprio. Sei que não vou tomar todas as decisões acertadas, que vou ficar “pisado”, que vou sofrer quando errar, que às vezes me vou sentir perdido e desanimado. Mas existe uma coisa: tenho a quem recorrer.
Claro, as decisões são minhas. Tenho de lidar com as consequências delas. E tudo na vida, tem sempre consequência.
Hoje vivo as consequências do meu passado, recente ou antigo. Boas ou más foram as minhas atitudes e decisões que me trouxeram até aqui. O mais importante é conseguir – mesmo – lidar com tudo o que tenho neste momento.
Sei o que sou, para onde vou; pelo menos perspetivo um sitio. Também sei de onde venho, pois a minha história (ou estória, ainda não sei ao certo...) tem sido escrita em linhas tortas. Mas, sendo temente a Deus e à Sua Palavra, penso que Ele me acompanhará sempre. Não sou religioso! Não o culpo das minhas decisões, pois elas são isso mesmo: minhas! E – ao contrário do que para alguns parece – Ele tem sido “almofada”.
Não me importa o que dizem, falam ou pensam de mim. Ignoro isso. Não me acrescenta nada. Não quero estar ligado a esse tipo de coisas. Eu sou eu! Sou assim. Não sou perfeito e falho. Mas conheço-me, percebo os meus limites e não quero – de forma alguma – perder-me na estrada da vida.
Percebo uma coisa: sou pó, a minha estadia aqui é efêmera. Mas arrepio caminho.